Dr. Luis Fernando Kummer anuncia encerramento de atendimento ambulatorial de Ortopedia pelo SUS em Pato Branco e atribui saída à Prefeitura

O médico ortopedista Dr. Luis Fernando Kummer anunciou o encerramento de seu atendimento ambulatorial de Ortopedia pelo SUS em Pato Branco e atribuiu a saída a uma “exclusão determinada pela Prefeitura Municipal”. A declaração foi feita em nota pública dirigida aos pacientes e à comunidade pato-branquense.

No comunicado, o médico afirma que o encerramento não representa uma despedida comum, mas o fechamento de um ciclo de anos de atendimento à população que depende do Sistema Único de Saúde. A manifestação traz preocupação com a continuidade do serviço especializado e com o impacto sobre pacientes que buscavam no atendimento público uma alternativa para tratamento, encaminhamentos e cirurgias.

SAÚDE PÚBLICA

Médico fala em encerramento forçado e cita “exclusão” pela Prefeitura

Segundo a nota assinada pelo Dr. Luis Fernando Kummer, CRM/PR 12.966, o ciclo de atendimento ambulatorial de Ortopedia pelo SUS junto à Prefeitura de Pato Branco foi encerrado por decisão atribuída ao próprio Município.

O médico afirma que a medida ocorreu “única e exclusivamente pela exclusão determinada pela Prefeitura Municipal de Pato Branco”. A declaração, por se tratar de manifestação do profissional, deve ser compreendida como a versão apresentada por ele sobre os fatos.

“Hoje, encerro meu ciclo no atendimento ambulatorial de Ortopedia pelo SUS na Prefeitura de Pato Branco. Isso se deve única e exclusivamente pela exclusão determinada pela Prefeitura Municipal de Pato Branco.”
Dr. Luis Fernando Kummer, em nota pública

Até o momento, com base no texto analisado, não há detalhamento sobre os motivos administrativos que teriam levado ao encerramento do vínculo, nem informação sobre eventual substituição do profissional, reorganização do serviço ou manutenção da oferta de atendimento ortopédico ambulatorial pelo SUS.

ATENDIMENTO À POPULAÇÃO

Nota destaca pacientes que dependiam do SUS para tratamento ortopédico

Ao longo da nota, o ortopedista afirma que sua atuação teve como missão atender pessoas com necessidades reais e urgentes, especialmente pacientes que dependiam exclusivamente da rede pública. Ele menciona cidadãos que viam no SUS a única possibilidade de alívio para dores, continuidade de tratamento e acesso a procedimentos.

O comunicado também cita cirurgias realizadas em pacientes que aguardavam oportunidade para retomar suas vidas, além de encaminhamentos de casos complexos para centros de referência. Para o médico, esse trabalho representava a concretização prática do direito à saúde previsto na Constituição.

ALERTA

Profissional diz temer sensação de abandono entre pacientes

Em tom de despedida, o médico afirma sair com “consciência limpa” por ter feito o melhor possível, inclusive em situações nas quais, segundo ele, as condições eram limitadas. O trecho mais sensível da nota está na preocupação com os pacientes que ficam sem a continuidade do trabalho desenvolvido.

Dr. Kummer diz que sua maior dor não é o fim do vínculo em si, mas o que chamou de “sentimento de abandono” que poderia recair sobre a população que necessita de cuidado especializado. Ele também afirma que a saúde pública depende de continuidade e respeito ao paciente.

“Minha maior dor não é o fim do vínculo em si, mas o sentimento de abandono que recai sobre esta população que tanto precisa de cuidado especializado.”
Trecho da nota de encerramento

A manifestação levanta uma questão de interesse público: como ficará a assistência ortopédica ambulatorial pelo SUS em Pato Branco após o encerramento desse atendimento. A nota não informa se os pacientes serão remanejados, se haverá outro profissional assumindo a demanda ou se a Prefeitura apresentará novo fluxo de atendimento.

OUTRO LADO

Prefeitura pode se manifestar sobre o caso

Como a nota atribui o encerramento do atendimento a uma decisão da Prefeitura Municipal de Pato Branco, o caso envolve interesse público e demanda esclarecimentos oficiais sobre os motivos da medida, os impactos na fila de atendimento e a continuidade do serviço aos pacientes do SUS.

Caso a Prefeitura se manifeste, o posicionamento poderá ser incluído em atualização da matéria. Até lá, as informações aqui publicadas têm como base a nota pública divulgada pelo médico.

Em situações envolvendo decisões administrativas na saúde pública, é essencial que a população tenha acesso a informações claras sobre substituições, encaminhamentos, prazos, filas e canais de atendimento, especialmente quando o serviço envolve especialidade médica de alta demanda.

NOTA NA ÍNTEGRA

Leia abaixo o comunicado divulgado pelo médico

EXCLUSÃO PELA PREFEITURA MUNICIPAL DE PATO BRANCO - NOTA DE ENCERRAMENTO DE ATENDIMENTO AMBULATORIAL PELO SUS E AGRADECIMENTO A TODOS OS PACIENTES E COMUNIDADE PATO-BRANQUENSE

É com o coração pesado e um profundo sentimento de melancolia que escrevo estas palavras.

Hoje, encerro meu ciclo no atendimento ambulatorial de Ortopedia pelo SUS na Prefeitura de Pato Branco. Isso se deve única e exclusivamente pela exclusão determinada pela Prefeitura Municipal de Pato Branco.

Não é uma despedida comum; é o fechamento de um capítulo de anos de uma história escrita com suor, resiliência e, acima de tudo, humanidade.

Ao longo desta jornada, nossa missão foi clara: dar voz e dignidade àqueles que o sistema privado muitas vezes ignora. Tivemos o privilégio de atender pessoas com necessidades reais e urgentes — cidadãos que viam no SUS sua única esperança de alívio para a dor.

Juntos, conseguimos operar pacientes que aguardavam por uma chance de retomar suas vidas e encaminhamos casos complexos para os grandes centros de referência, garantindo que o direito à saúde não fosse apenas uma letra morta na Constituição, mas uma realidade palpável.

Muitas vezes, esse trabalho foi hercúleo. Em diversos momentos, vi-me atuando de forma solitária, sustentando o atendimento por solicitação de gestores e pelo compromisso inabalável que firmei com esta comunidade.

Atendi cada chamado com a consciência de que, por trás de cada prontuário, havia um pai de família, uma avó ou uma criança que dependia exclusivamente do meu empenho e da engrenagem pública.

Infelizmente, deparo-me hoje com uma situação que só posso descrever como lamentável e profundamente triste. É impossível conter o sentimento de desolação ao perceber o cenário atual, que culmina no meu afastamento.

Minha maior dor não é o fim do vínculo em si, mas o sentimento de abandono que recai sobre esta população que tanto precisa de cuidado especializado.

Deixo este serviço com a consciência limpa de quem deu o seu melhor, muitas vezes além do que as condições permitiam. Mas deixo também um alerta e um lamento: a saúde pública é feita de continuidade e respeito ao paciente.

Ver esse trabalho ser interrompido desta forma é uma ferida que levarei comigo.

Aos que foram meus pacientes: foi uma honra caminhar ao lado de vocês.

Com profunda tristeza e respeito,

Dr. Luis Fernando Kummer
CRM/PR 12.966

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