Greca aceita ser vice de Sandro Alex e MDB entra na chapa apoiada por Ratinho Junior

Greca aceita ser vice de Sandro Alex e MDB entra na chapa apoiada por Ratinho Junior

O ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, do MDB, aceitou o convite para disputar o cargo de vice-governador na chapa liderada por Sandro Alex, do PSD, na eleição para o Governo do Paraná.

A definição coloca o MDB dentro da ampla aliança construída pelo governador Ratinho Junior para tentar manter seu grupo político no comando do Estado. Greca deixa, assim, o projeto de concorrer diretamente ao Palácio Iguaçu e passa a integrar a candidatura governista.

Segundo informações divulgadas por veículos que acompanham as negociações, o acordo avançou após uma reunião envolvendo Greca, Ratinho Junior e o presidente estadual do MDB, deputado federal Sérgio Souza.

Durante a tarde desta quinta-feira (30), a expectativa era de que a composição fosse apresentada em um encontro político realizado em Foz do Iguaçu, com a presença de prefeitos, parlamentares e dirigentes dos partidos aliados. Posteriormente, novas informações apontaram que o anúncio formal do MDB deverá ocorrer nesta sexta-feira (31), na sede estadual da legenda.

Mudança no cenário

Greca abandona candidatura própria ao governo

A decisão representa uma mudança importante na disputa estadual. Até então, o MDB sustentava Rafael Greca como seu nome para concorrer ao Governo do Paraná, enquanto o PSD já havia escolhido Sandro Alex para liderar o projeto de sucessão de Ratinho Junior.

Greca chegou a demonstrar publicamente resistência à possibilidade de disputar como vice. A reorganização das alianças partidárias, no entanto, reduziu o espaço para uma candidatura independente do MDB.

Nas últimas semanas, partidos e federações que poderiam integrar uma chapa alternativa passaram a anunciar apoio a Sandro Alex. A Federação União Progressista e a Federação PSDB-Cidadania, por exemplo, aderiram ao grupo governista.

Com a entrada de Greca, a candidatura de Sandro Alex ganha um nome com presença eleitoral em Curitiba e amplia sua estrutura partidária. Para o MDB, o acordo garante participação direta na chapa apoiada pelo atual governador.

Como fica o desenho político
Governo do Paraná
Sandro Alex, do PSD, permanece como o nome escolhido para liderar a chapa governista.
Vice-governador
Rafael Greca, do MDB, aceitou integrar a composição como candidato a vice.
Principal articulador
O governador Ratinho Junior atua na organização da aliança e na tentativa de unificar os partidos de sua base.
Situação eleitoral
O acordo político ainda depende das deliberações partidárias e dos procedimentos de registro perante a Justiça Eleitoral.
Disputa pelo Senado

Acordo abre nova negociação dentro da aliança

A entrada do MDB também influencia a composição das candidaturas ao Senado. O partido defende a manutenção do ex-governador Álvaro Dias na disputa por uma das duas vagas que estarão em jogo no Paraná em 2026.

O grupo de Ratinho Junior, por outro lado, já havia anunciado apoio ao presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi, do Republicanos.

Como cada estado elegerá dois senadores neste ano, Álvaro Dias e Alexandre Curi poderão, em tese, disputar simultaneamente dentro do mesmo arco de alianças. A definição, porém, exige um entendimento sobre a divisão de estrutura, apoio político e espaço na campanha.

O anúncio formal da composição deverá esclarecer se os dois nomes serão apresentados como candidatos ao Senado pelo mesmo grupo político e quais compromissos foram assumidos durante a negociação com o MDB.

Próximas etapas

Chapa ainda precisa ser formalizada

Apesar da definição política, a composição entre Sandro Alex e Rafael Greca precisa cumprir as etapas previstas no calendário eleitoral.

Os partidos e as federações têm até o dia 5 de agosto para realizar convenções, escolher oficialmente seus candidatos e deliberar sobre as coligações para os cargos majoritários.

Após as convenções, os pedidos de registro das candidaturas deverão ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto. Até a conclusão desses procedimentos, a formação da chapa deve ser tratada como um acordo político em processo de formalização.

Fontes consultadas: Blog do Esmael, Portal RSN e Tribunal Superior Eleitoral.