O senador Sergio Moro (PL-PR) criticou a redução de recursos destinados ao seguro rural e alertou que o corte pode deixar produtores mais vulneráveis justamente em um momento de maior preocupação com perdas provocadas por eventos climáticos extremos.
A manifestação foi feita no plenário do Senado, durante debate sobre a situação do agronegócio e os desafios enfrentados pelo setor. Segundo Moro, a diminuição dos recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural reduz a capacidade de proteção dos agricultores diante de secas, enchentes, geadas e outros fenômenos que podem comprometer lavouras e gerar prejuízos financeiros.
Corte atinge ferramenta considerada essencial para proteger o produtor
O seguro rural funciona como uma espécie de proteção financeira para o produtor. Por meio do programa federal de subvenção, o governo ajuda a custear parte do valor das apólices contratadas, tornando o seguro mais acessível e permitindo que agricultores tenham alguma cobertura em caso de perdas na produção.
Na avaliação de Moro, reduzir recursos nessa área enfraquece uma das principais ferramentas de estabilidade do campo. O senador afirmou que o corte ocorre em um cenário de preocupação com os efeitos do El Niño e com a repetição de eventos climáticos capazes de afetar diretamente a safra.
O ponto central da crítica é a redução de verbas do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. A medida, segundo o senador, diminui a proteção dos produtores e amplia a exposição do setor agropecuário a perdas climáticas e instabilidade financeira.
Moro reconhece avanço, mas diz que medidas ainda são insuficientes
Durante o pronunciamento, Moro afirmou que o Plano Safra 2026/2027 representa um avanço, mas sustentou que as medidas anunciadas não seriam suficientes para reverter as dificuldades enfrentadas pelos agricultores.
O senador também criticou o governo federal e disse que o setor agropecuário continua enfrentando um cenário de dificuldade financeira. Para ele, a redução no seguro rural sinaliza falta de prioridade em uma área que deveria servir justamente para dar segurança ao produtor em momentos de crise.
Agronegócio tem peso direto na economia paranaense
Moro também destacou a importância do agronegócio para o Paraná. Segundo o parlamentar, a atividade é uma das principais responsáveis pela geração de emprego, renda e riqueza no estado.
A preocupação, nesse contexto, é que a fragilização de instrumentos como o seguro rural tenha reflexo direto não apenas dentro das propriedades, mas também em toda a cadeia econômica ligada ao campo, incluindo cooperativas, transporte, comércio, indústria, serviços e municípios que dependem fortemente da produção agropecuária.
Senador também defende avanço do acordo Mercosul-União Europeia
Além da crítica ao corte no seguro rural, Moro defendeu o avanço do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Na avaliação dele, a parceria pode abrir novas oportunidades para o agronegócio brasileiro, desde que o governo atue de forma mais firme na defesa dos interesses dos produtores nacionais.
O senador também apontou a necessidade de enfrentar restrições impostas a produtos brasileiros no mercado internacional. Para ele, o Brasil precisa combinar proteção interna ao produtor com uma estratégia externa capaz de ampliar mercados e garantir competitividade ao setor.
A discussão ocorre em um momento em que produtores rurais enfrentam aumento de custos, instabilidade climática e incertezas de mercado. Para o setor, o seguro rural é visto como uma política pública estratégica, principalmente em estados agrícolas como o Paraná, onde perdas na safra podem gerar impactos econômicos em cadeia.
Por Gustavo - Portal Verdades / Fonte: Diário do Poder
