Família relata peregrinação por remédio para idosa com Alzheimer e cobra promessa feita na porta de casa

Uma família do bairro Santa Fé, em Pato Branco, relata estar enfrentando uma verdadeira peregrinação para conseguir medicamento e fraldas para uma idosa diagnosticada com Alzheimer, segundo relato encaminhado ao vereador Carapicho. A família afirma que, mesmo após consultas, exames pagos do próprio bolso e receitas médicas, ainda não conseguiu acesso ao tratamento pela rede pública.

O caso envolve dona Nair, moradora do Santa Fé. De acordo com o familiar, ela foi atendida inicialmente por um médico da unidade do bairro Morumbi, que teria ido até a residência e solicitado uma ressonância da cabeça. A família afirma que aguardou pelo exame via SUS, mas, diante da demora, decidiu pagar pelo procedimento na rede particular.

Exame pago pela família
R$ 450
valor informado no relato
Custo mensal aproximado
R$ 400
medicação, segundo a família

SAÚDE PÚBLICA

Família diz que recebeu orientações contraditórias

Segundo o relato, após a realização do exame e a confirmação do diagnóstico informada à família, a idosa passou por consulta médica e recebeu prescrição de medicamentos. O familiar afirma que foi orientado a procurar o setor responsável pela liberação dos remédios, para tentar obter o fornecimento pela rede pública.

No entanto, a família diz que, ao apresentar a documentação, recebeu a informação de que a receita não poderia ser de clínico, mas sim de psiquiatra. Diante disso, o familiar afirma ter pago uma consulta particular com especialista, que teria preenchido os formulários exigidos e emitido nova receita.

Ao retornar ao setor, porém, segundo o relato, a orientação teria mudado. A família afirma que foi informada de que a receita deveria ser do médico do bairro, e não do psiquiatra, além da necessidade de apresentação de exame de sangue.

“Vocês estão fazendo a gente de bobo? Minha mãe não anda. Vou levar ela fazer exame aonde? Arrastando ela pela rua para fazer exame, pagar consulta, que nem dinheiro a gente tem?”
Relato de familiar encaminhado ao vereador Carapicho

DIFICULDADE

Idosa teria limitações de locomoção

O familiar relata que a situação de dona Nair é delicada e que ela apresenta dificuldade severa de locomoção. Por isso, segundo ele, cada nova exigência, consulta ou exame representa um obstáculo financeiro e físico para a família.

Além do medicamento, a família também relata dificuldade para conseguir fraldas pela assistência. De acordo com o relato, foi exigida receita médica para a entrega do item, o que obrigaria a família a buscar novamente atendimento e documentação.

A reclamação central da família é a falta de uma orientação clara e única. Segundo o familiar, ora a exigência seria receita de psiquiatra, ora de clínico do bairro, o que teria gerado perda de dias de trabalho, gastos particulares e desgaste emocional.

COBRANÇA POLÍTICA

Família lembra promessa feita durante visita

No relato, o familiar também afirma que o prefeito Géri Dutra teriaa visitado a casa de dona Nair e prometido melhorias na saúde, incluindo apoio no fornecimento de medicamentos em casa, devido à dificuldade de locomoção da idosa.

A família afirma que, após a visita, não houve retorno efetivo e que os familiares seguem tendo que “correr o dia inteiro” para tentar conseguir remédios ou comprar por conta própria.

“Eles que lembrem o dia que foram lá na porta da casa da minha mãe e prometeram isso. Nunca mais apareceram.”
Relato de familiar

OUTRO LADO

Portal Verdades deixa espaço aberto

O Portal Verdades registra que o relato foi encaminhado por familiar da paciente e que a reportagem não teve acesso, até o momento, à íntegra dos protocolos administrativos, receitas, laudos e justificativas oficiais para a negativa ou exigência de novos documentos.

O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de Pato Branco, da Secretaria Municipal de Saúde e dos setores responsáveis pela dispensação de medicamentos e fornecimento de insumos, caso queiram esclarecer quais são os critérios exigidos, quais documentos são necessários e qual encaminhamento será dado à família.

Enquanto isso, o caso expõe uma reclamação recorrente de moradores: a dificuldade de acesso a exames, medicamentos, fraldas e orientações claras dentro da rede pública de saúde. Para famílias que já enfrentam doenças graves e limitações de mobilidade, a falta de solução rápida transforma o atendimento em uma sequência de deslocamentos, gastos e frustração.

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