Gestão deixa contrato vencer e Pato Branco fica sem acesso às câmeras de segurança, denuncia Rafael Foss

Pato Branco pode estar há cerca de dois meses sem acesso efetivo às imagens das câmeras de segurança instaladas em pontos públicos da cidade. A denúncia foi feita pelo vereador Rafael Foss durante a sessão da Câmara, ao afirmar que a gestão municipal deixou vencer o contrato responsável pelo acesso ao sistema de videomonitoramento.

Segundo o vereador, a situação atinge diretamente câmeras localizadas no Centro, praças e espaços públicos. Na prática, moradores que precisem das imagens após acidentes, furtos, roubos ou outras ocorrências podem não conseguir obter os registros junto às autoridades, justamente porque o contrato não teria sido renovado pela Prefeitura.

SEGURANÇA NO ESCURO

Contrato vencido, sistema sem acesso e população sem resposta

Rafael Foss afirmou que a licitação ligada ao serviço terminou e que, desde então, o município estaria sem acesso às imagens do sistema. A fala é grave porque o videomonitoramento não é um detalhe administrativo: é uma ferramenta de apoio à investigação policial, à identificação de suspeitos, à apuração de acidentes e à proteção da população.

“Você que sofre um acidente, você que é roubado, precisa das imagens das câmeras... você vai subir lá e não vai ter esse acesso, porque eles deixaram vencer, não renovaram.”
RAFAEL FOSS, VEREADOR

A denúncia coloca a Prefeitura diante de uma obrigação imediata de esclarecimento. Se o contrato venceu, é preciso explicar por que a renovação ou uma nova contratação não foi providenciada antes do fim da vigência. Se o sistema ficou indisponível, é necessário informar desde quando, quais pontos foram afetados e qual medida emergencial será adotada para restabelecer o acesso.

CONTRADIÇÃO

Promessa de 700 câmeras contrasta com falha no sistema atual

O ponto mais constrangedor da denúncia é a distância entre o discurso oficial e a realidade apontada em plenário. A atual gestão já falou em instalar centenas de câmeras pela cidade, mas, segundo Rafael Foss, sequer conseguiu manter ativo o acesso ao sistema já existente.

O PONTO CENTRAL

A Prefeitura anunciou planos de expansão do videomonitoramento, mas, conforme a denúncia feita na Câmara, deixou vencer o contrato que garantiria acesso às imagens das câmeras já instaladas.

A pergunta que fica é inevitável: como falar em ampliar a segurança eletrônica se o básico, que é manter funcionando o sistema atual, teria sido negligenciado? A falha, se confirmada, não atinge apenas a administração. Atinge diretamente o cidadão que depende dessas imagens para buscar justiça, registrar provas ou colaborar com investigações.

IMPACTO PRÁTICO

Sem imagens, vítimas podem ficar sem prova

O acesso às câmeras públicas pode ser decisivo em situações do dia a dia. Um acidente de trânsito, um furto em via pública, uma agressão, um roubo, uma movimentação suspeita ou qualquer ocorrência registrada em área monitorada pode depender dessas imagens para ser esclarecida.

Quando o município deixa de garantir continuidade a esse tipo de serviço, o prejuízo não é abstrato. Ele pode aparecer no boletim de ocorrência que fica sem prova, na investigação que perde uma pista, na vítima que não consegue comprovar o que aconteceu e na polícia que deixa de contar com uma ferramenta importante de trabalho.

COBRANÇA

Prefeitura precisa explicar por que o contrato não foi renovado

A denúncia de Rafael Foss exige uma resposta objetiva da administração municipal. Não basta dizer que há projetos futuros ou promessas de ampliação. O que precisa ser esclarecido agora é por que o contrato venceu, por que o serviço não foi mantido sem interrupção e quem assumirá a responsabilidade pela eventual perda de acesso às imagens.

Também é necessário informar se a Polícia Civil, a Guarda Municipal ou outros órgãos de segurança foram oficialmente comunicados sobre a interrupção, se houve plano de contingência e se existe previsão concreta para retomada do acesso ao sistema.

Em segurança pública, deixar um contrato vencer sem garantir continuidade não é apenas falha de planejamento. É uma decisão administrativa com reflexos diretos na vida das pessoas. Enquanto a Prefeitura não apresentar explicações documentadas, a denúncia feita na Câmara deixa Pato Branco diante de uma questão séria: a cidade foi prometida com mais câmeras, mas pode estar sem acesso nem às imagens que já deveria ter.

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