A disputa pelas duas vagas do Paraná no Senado entrou em uma faixa de forte equilíbrio. Nova pesquisa do instituto Paraná Pesquisas mostra Deltan Dallagnol na liderança, com 30,8%, seguido de perto por Alexandre Curi, com 28,4%, e Gleisi, com 25,7%. Filipe Barros aparece logo atrás, com 22,9%, mantendo quatro nomes diretamente envolvidos na briga pelas duas cadeiras.
O levantamento foi realizado entre 31 de agosto e 2 de setembro de 2026, com 1.280 eleitores de 56 municípios. A margem de erro estimada para os resultados gerais é de aproximadamente 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-03399/2026.
Deltan lidera, mas vantagem sobre Curi é de apenas 2,4 pontos
Na pesquisa estimulada, em que os nomes são apresentados aos entrevistados, Deltan Dallagnol registra 30,8%. Alexandre Curi aparece apenas 2,4 pontos atrás, com 28,4%.
Gleisi vem na sequência com 25,7%, ficando 2,7 pontos atrás de Curi. Filipe Barros registra 22,9% e mantém distância de 5,5 pontos em relação ao atual segundo colocado.
Como o Paraná elegerá dois senadores em 2026, cada entrevistado podia citar até dois candidatos. Por isso, os percentuais da pesquisa não devem ser somados como em uma eleição para apenas uma vaga.
| Deltan Dallagnol | 30,8% |
| Alexandre Curi | 28,4% |
| Gleisi | 25,7% |
| Filipe Barros | 22,9% |
| Cristina Graeml | 14,4% |
| Dr. Rosinha | 13,0% |
| Marcelo Marcelino | 1,7% |
| Joaquim do MLB | 1,3% |
| Karen Guerreiro | 0,9% |
| Nenhum / Branco / Nulo | 7,4% |
| Não sabe / Não opinou | 6,1% |
As duas vagas estão longe de estar definidas
A fotografia da pesquisa mostra uma disputa particularmente apertada pelas primeiras posições. A diferença entre Deltan e Curi é inferior à margem de erro geral informada pelo instituto. Entre Curi e Gleisi, a distância também é de apenas 2,7 pontos.
Isso significa que, considerando a margem estimada do levantamento, a ordem entre os primeiros colocados deve ser interpretada com cautela. Deltan aparece numericamente à frente, mas Alexandre Curi está muito próximo, enquanto Gleisi permanece competitiva na disputa pelas duas vagas.
Filipe Barros também não pode ser descartado. Com 22,9%, ele está 7,9 pontos atrás de Deltan, mas somente 5,5 pontos abaixo de Curi, que ocupa numericamente a segunda colocação.
Principais candidatos oscilam para baixo em relação à pesquisa anterior
Na comparação com agosto, os cinco primeiros colocados registraram queda numérica. Deltan passou de 34% para 30,8%, uma diferença de 3,2 pontos. Alexandre Curi foi de 29,6% para 28,4%, enquanto Gleisi caiu de 28,1% para 25,7%.
Filipe Barros passou de 26% para 22,9%. Cristina Graeml foi de 17,2% para 14,4%. Entre os nomes seguintes, Dr. Rosinha apresentou movimento contrário e passou de 12,3% para 13%.
| Deltan Dallagnol | 34,0% → 30,8% |
| Alexandre Curi | 29,6% → 28,4% |
| Gleisi | 28,1% → 25,7% |
| Filipe Barros | 26,0% → 22,9% |
| Cristina Graeml | 17,2% → 14,4% |
| Dr. Rosinha | 12,3% → 13,0% |
Como diferentes candidatos apresentaram redução simultaneamente e várias das oscilações estão próximas da margem de erro, o levantamento isoladamente não permite afirmar que houve uma mudança estrutural na corrida. A principal conclusão permanece sendo o alto grau de competitividade entre os nomes que lideram a disputa.
Gleisi tem 42,3% de rejeição; Curi registra 6,3%
O contraste mais expressivo aparece quando a pesquisa mede a rejeição eleitoral. Gleisi é citada por 42,3% dos entrevistados quando a pergunta é em quais candidatos ao Senado não votariam de jeito nenhum.
Deltan Dallagnol aparece com 12% de rejeição. Dr. Rosinha tem 9,3%. Alexandre Curi registra 6,3%, Cristina Graeml 6,2% e Filipe Barros 5,9%.
O indicador chama atenção especialmente no caso de Alexandre Curi. O candidato aparece a apenas 2,4 pontos da liderança na intenção de voto, mas registra rejeição de 6,3%, praticamente metade dos 12% registrados por Deltan.
Já Gleisi combina uma intenção de voto competitiva, de 25,7%, com a maior rejeição de toda a lista. O índice praticamente não mudou em relação a agosto, quando estava em 42,2%.
Na pergunta sobre rejeição, cada eleitor podia mencionar mais de um candidato. Por isso, os percentuais também não totalizam 100%.
Deltan também aparece na frente sem apresentação dos nomes
No levantamento espontâneo, quando o entrevistador não apresenta previamente a lista de candidatos, Deltan Dallagnol também aparece na liderança, com 9,8% das citações.
Gleisi registra 6,8%, Alexandre Curi aparece com 3,5% e Filipe Barros com 2,7%. Cristina Graeml tem 1,6%.
O principal dado dessa pergunta, entretanto, é o elevado número de eleitores que ainda não possuem uma escolha espontaneamente consolidada: 71,6% responderam que não sabem ou não opinaram.
Deltan dispara entre homens e eleitores com ensino superior
Os cruzamentos por perfil mostram diferenças importantes entre os principais candidatos. Deltan Dallagnol alcança 39,2% entre os homens, enquanto registra 23,3% entre as mulheres — uma diferença de 15,9 pontos percentuais.
Alexandre Curi apresenta comportamento muito mais equilibrado entre os gêneros: 27,8% entre homens e 28,9% entre mulheres. Gleisi também registra percentuais próximos, com 25,3% entre homens e 26,1% entre mulheres.
Deltan também apresenta forte desempenho entre eleitores com ensino superior, alcançando 44,1%. Nesse mesmo segmento, Curi registra 28,9%, Filipe Barros 25,2% e Gleisi 24,5%.
Entre eleitores com ensino fundamental, o cenário muda. Alexandre Curi e Gleisi aparecem ambos com 30,8%, enquanto Deltan registra 21,8%.
Deltan e Curi crescem entre quem participou de celebração religiosa
Entre os entrevistados que disseram ter participado de missa, culto ou outra cerimônia religiosa nos dez dias anteriores à pesquisa, Deltan registra 34,9% e Alexandre Curi, 30,3%.
Entre aqueles que não participaram de celebração religiosa, Deltan aparece com 26,3%, empatado numericamente com Curi, também com 26,3%. Nesse grupo, Gleisi passa à frente dos dois e registra 28,1%.
O recorte evidencia perfis diferentes de eleitorado e pode ganhar importância na reta final de uma corrida em que poucos pontos separam os candidatos que disputam diretamente as duas vagas.
Pesquisa ouviu 1.280 eleitores em 56 municípios
O Paraná Pesquisas realizou 1.280 entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais em 56 municípios do Estado entre 31 de agosto e 2 de setembro de 2026.
Segundo o instituto, a amostra é representativa do eleitorado paranaense e utiliza quotas proporcionais de gênero, faixa etária, escolaridade e renda domiciliar. A margem de erro estimada para os resultados gerais é de aproximadamente 2,8 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Pesquisa registrada no TSE sob o nº PR-03399/2026.
Por Gustavo - Portal Verdades / Fonte: Paraná Pesquisas
