Deltan assume liderança para o Senado; Curi, Gleisi e Filipe disputam segunda vaga no Paraná

Deltan assume liderança para o Senado; Curi, Gleisi e Filipe disputam segunda vaga no Paraná

Deltan Dallagnol assumiu a liderança numérica da disputa pelas duas vagas do Paraná no Senado Federal. Ele aparece com 34% das intenções de voto, enquanto Alexandre Curi registra 29,6%, Gleisi Hoffmann tem 28,1% e Filipe Barros soma 26%.

Os dados são da nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, realizada entre os dias 13 e 16 de agosto de 2026. O levantamento mostra Deltan avançando 5,9 pontos em relação a julho e saltando da quarta para a primeira posição. Na disputa pela segunda vaga, Curi, Gleisi e Filipe permanecem separados por diferenças pequenas.

Deltan Dallagnol
34,0%
Líder numérico
Alexandre Curi
29,6%
Segundo colocado
Gleisi Hoffmann
28,1%
Terceira colocada
Filipe Barros
26,0%
Quarto colocado
Como interpretar os números

Cada entrevistado podia escolher até dois candidatos ao Senado. Por isso, os percentuais somados ultrapassam 100% e não devem ser interpretados da mesma forma que uma pesquisa para governador ou presidente.

Mudança na liderança

Deltan sobe 5,9 pontos e passa da quarta para a primeira posição

Deltan Dallagnol apresentou o maior crescimento entre os candidatos que ocupam as primeiras posições. Em julho, ele aparecia com 28,1%, atrás de Alexandre Curi, Filipe Barros e Gleisi Hoffmann. Agora, chega a 34% e assume a liderança numérica.

Na comparação mensal, o avanço foi de 5,9 pontos percentuais. Em relação a junho, quando tinha 30,5%, o crescimento acumulado é de 3,5 pontos.

Junho
30,5%
Deltan Dallagnol
Julho
28,1%
Queda de 2,4 pontos
Agosto
34,0%
Alta de 5,9 pontos

Deltan também lidera na pesquisa espontânea, quando os entrevistados precisam responder sem receber uma lista de nomes. Ele é citado por 6,6%, seguido por Gleisi Hoffmann, com 4,1%, Filipe Barros, com 2,7%, e Alexandre Curi, com 2,6%.

Segunda vaga

Curi aparece em segundo, mas vantagem sobre Gleisi é de apenas 1,5 ponto

Alexandre Curi ocupa numericamente a segunda posição, com 29,6%. Gleisi Hoffmann aparece logo atrás, com 28,1%, uma diferença de somente 1,5 ponto percentual.

Filipe Barros registra 26% e está 3,6 pontos atrás de Curi. Como a margem de erro geral é de aproximadamente 2,6 pontos percentuais, o cenário deve ser interpretado com cautela e ainda não permite tratar a segunda vaga como definida.

A distância entre Deltan e Curi é de 4,4 pontos. Já entre Curi e Filipe, passando pela candidatura de Gleisi, há um bloco de três nomes concentrado em uma faixa de apenas 3,6 pontos.

A disputa pelo Senado, portanto, apresenta uma liderança numérica de Deltan, mas permanece aberta entre os candidatos posicionados logo abaixo dele.

Estabilidade de Curi

Alexandre Curi mantém eleitorado equilibrado entre diferentes grupos

Curi passou de 31,2% em julho para 29,6% em agosto, uma oscilação negativa de 1,6 ponto. Na comparação com junho, quando tinha 28,9%, permanece praticamente estável.

Os recortes da pesquisa mostram que Curi apresenta um eleitorado mais equilibrado entre diferentes segmentos. Ele registra 29,4% entre os homens e 29,8% entre as mulheres.

O desempenho também varia pouco conforme a escolaridade: Curi alcança 31% entre pessoas com ensino fundamental, 29,4% entre aquelas com ensino médio e 28,4% entre os eleitores com ensino superior.

Entre as faixas etárias, seu melhor resultado aparece entre eleitores de 35 a 44 anos, com 32,4%. O menor percentual está entre pessoas com 60 anos ou mais, com 26,2%.

Essa distribuição indica uma candidatura transversal, sem dependência excessiva de apenas um grupo específico do eleitorado.

Gleisi Hoffmann

Gleisi fica próxima de Curi, mas lidera rejeição com 42,2%

Gleisi Hoffmann aparece com 28,1%, praticamente repetindo os resultados anteriores. Ela tinha 27,9% em junho e 28,7% em julho.

A candidata apresenta seus melhores desempenhos entre pessoas com ensino fundamental, com 35,3%; entre a população não economicamente ativa, com 34,7%; e entre eleitores com 60 anos ou mais, grupo no qual registra 33,6%.

Gleisi também possui um desempenho superior entre as mulheres: são 31%, contra 24,8% entre os homens.

O principal obstáculo está na rejeição. Segundo o levantamento, 42,2% dos entrevistados afirmaram que não votariam nela de maneira alguma, o maior índice entre todos os nomes testados para o Senado.

A rejeição de Gleisi chega a 47,3% entre os homens e a 51,4% entre eleitores com ensino superior. Os números mostram que a candidata possui um grupo relevante de apoiadores, mas também enfrenta uma oposição fortemente consolidada.

Filipe Barros

Filipe cai pelo segundo levantamento consecutivo

Filipe Barros registrava 30% em junho, caiu para 28,9% em julho e agora aparece com 26%. A redução acumulada no período é de quatro pontos percentuais.

A oscilação mensal foi de 2,9 pontos negativos. Considerando a margem de erro, o movimento ainda precisa ser acompanhado pelas próximas pesquisas antes de ser tratado como uma tendência consolidada.

Filipe possui melhor desempenho entre os homens, grupo no qual alcança 30,1%. Entre as mulheres, registra 22,3%. Também cresce entre eleitores de 25 a 34 anos, com 30,3%, e entre aqueles que participaram recentemente de alguma celebração religiosa, com 28%.

Outros candidatos

Cristina Graeml recupera quatro pontos e volta ao índice de junho

Cristina Graeml aparece com 17,2%, após registrar 13,2% em julho. A alta mensal é de quatro pontos, recolocando a candidata praticamente no mesmo patamar de junho, quando tinha 17,4%.

Dr. Rosinha tem 12,3% e mantém estabilidade em relação aos levantamentos anteriores. Joaquim do MLB aparece com 1,5%, Karen Guerreiro com 1,2% e Marcelo Marcelino com 0,8%.

Outros 5,9% não souberam ou não opinaram e 7,8% disseram que não escolheriam nenhum dos nomes, votariam em branco ou anulariam.

Rejeição

Candidatos que lideram apresentam níveis diferentes de resistência

Enquanto Gleisi lidera a rejeição com 42,2%, Deltan aparece com 13%. Dr. Rosinha registra 12,1%, Alexandre Curi tem 8,5% e Filipe Barros aparece com 7,4%.

Cristina Graeml possui rejeição de 6,7%. Joaquim do MLB tem 4,8%, Karen Guerreiro registra 4,7% e Marcelo Marcelino aparece com 3,9%.

Na pergunta sobre rejeição, cada entrevistado também podia citar mais de um candidato. Por isso, os percentuais não representam uma divisão única do eleitorado.

Perfil eleitoral

Deltan cresce entre homens e eleitores com ensino superior

A liderança de Deltan é impulsionada principalmente pelo eleitorado masculino. Ele registra 43,1% entre os homens e 25,9% entre as mulheres, uma diferença de 17,2 pontos percentuais.

O candidato também cresce conforme aumenta a escolaridade. Tem 26,1% entre pessoas com ensino fundamental, 34,8% entre aquelas com ensino médio e 41,7% entre eleitores com ensino superior.

Entre os entrevistados que participaram de alguma celebração religiosa nos dez dias anteriores à pesquisa, Deltan registra 36,7%. Entre os que não participaram, o índice é de 31%.

Gleisi apresenta um perfil praticamente inverso: possui melhor desempenho entre mulheres, pessoas com ensino fundamental, eleitores mais velhos e aqueles que não participaram recentemente de celebrações religiosas.

Cenário ainda aberto

Quase oito em cada dez eleitores não citam espontaneamente um candidato

Apesar dos percentuais registrados na pesquisa estimulada, o cenário do Senado ainda apresenta baixa consolidação espontânea. Quando os nomes não são apresentados, 78,6% dos entrevistados não sabem ou não opinam.

O número indica que grande parte do eleitorado ainda não definiu ou não recorda espontaneamente seus candidatos para as duas vagas. Esse nível de indefinição abre espaço para mudanças durante a campanha eleitoral.

Cuidado no comparativo

A lista de candidatos apresentada em agosto não é exatamente igual à utilizada nos levantamentos anteriores. Hauly, que aparecia nos cenários de junho e julho, não foi incluído em agosto, enquanto Joaquim do MLB, Karen Guerreiro e Marcelo Marcelino passaram a ser apresentados. Essa mudança exige cautela na comparação direta entre os três meses.

Metodologia

Pesquisa ouviu 1.520 eleitores em 65 municípios

Ficha da pesquisa
Instituto Paraná Pesquisas
Período de coleta 13 a 16 de agosto de 2026
Número de entrevistados 1.520 eleitores
Abrangência 65 municípios do Paraná
Margem de erro Aproximadamente 2,6 pontos percentuais
Nível de confiança 95%
Registro no TSE PR-09048/2026

As entrevistas foram pessoais, domiciliares e presenciais, realizadas entre os dias 13 e 16 de agosto. A amostra considerou gênero, faixa etária, escolaridade e renda domiciliar mensal.

A margem de aproximadamente 2,6 pontos percentuais vale para os resultados gerais. Nos recortes por gênero, idade, escolaridade e outras características, as bases são menores e a margem de variação pode ser superior.

Pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-09048/2026.

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