O governador Ratinho Júnior anunciou na noite desta segunda-feira (13) o nome de Sandro Alex como pré-candidato do grupo governista à sucessão no governo do Paraná.
A decisão encerra, ao menos por ora, um período de intensas articulações e indefinições nos bastidores políticos do Estado — e chama atenção por deixar de fora nomes que vinham sendo tratados como favoritos dentro do próprio grupo.
Até então, as principais apostas giravam em torno de Guto Silva e Alexandre Curi, ambos considerados peças centrais nas discussões internas do PSD.
No entanto, nenhum dos dois foi o escolhido.
A definição também reforça um padrão que já vinha sendo observado nos bastidores.
Mais uma vez, o nome de Guto Silva, que em diferentes momentos foi tratado como possível sucessor natural, acaba ficando de fora da posição central na disputa. Em eleições anteriores, seu nome já havia sido ventilado para cargos majoritários, mas acabou não se concretizando no momento decisivo.
Agora, novamente, o cenário se repete.
O que parecia um caminho consolidado acaba sendo redesenhado — e o espaço político de Guto dentro da sucessão segue condicionado às mudanças estratégicas do grupo.
A escolha de Sandro Alex também chama atenção por outro fator: ele não figurava entre os principais cotados nas discussões iniciais.
Ex-secretário de Infraestrutura e Logística e atual deputado federal, Sandro é filiado ao PSD e preside o diretório estadual do partido. Sua trajetória inclui quatro mandatos como deputado federal, além da atuação no governo estadual em uma das pastas mais relevantes da gestão.
Ainda assim, seu nome não era tratado como prioridade até as movimentações mais recentes.
O cenário político, no entanto, mudou rapidamente.
A saída de Rafael Greca do PSD rumo ao MDB e a filiação de Alexandre Curi ao Republicanos redesenharam o ambiente interno do grupo governista, abrindo espaço para novas composições e decisões estratégicas.
Esse reposicionamento interno acabou influenciando diretamente a escolha final.
Outro fator determinante é o nível de competitividade da disputa.
A presença de Sergio Moro no cenário eleitoral elevou o patamar da eleição no Paraná. Com forte recall e projeção nacional, Moro aparece como um dos nomes mais competitivos da corrida, o que pressiona o grupo governista a encontrar uma candidatura capaz de equilibrar a disputa.
Nesse contexto, a escolha de um nome que não liderava as preferências iniciais levanta questionamentos sobre a estratégia adotada.
Se o cenário já era considerado desafiador, a definição pode indicar que o grupo ainda busca consolidar um nome com capacidade real de enfrentamento.
Com isso, Sandro Alex passa a integrar oficialmente a disputa pelo governo do Paraná, ao lado de nomes como Rafael Greca (MDB), Requião Filho (PDT), Sergio Moro (PL), Luiz França (Missão) e Alexandre Curi (Republicanos).
Apesar da definição, o cenário segue aberto.
As movimentações recentes mostram que alianças podem ser revistas, estratégias podem mudar e nomes podem ganhar ou perder força rapidamente.
No fim, a escolha de Sandro Alex representa mais do que uma simples definição de candidatura.
Ela expõe um processo marcado por mudanças de rumo, reconfiguração de forças internas e decisões influenciadas diretamente pelo cenário eleitoral.
E reforça uma das regras mais duras da política:
nem sempre o favorito é o escolhido
e nem sempre o escolhido é o mais esperado
No Paraná, a disputa começou, mas ainda está longe de ser definida.
Por Gustavo, Portal Verdades.
