A sessão da Câmara de Pato Branco nesta segunda-feira (6) deixou claro quem realmente está agindo com coerência e responsabilidade.
Enquanto o Executivo tentava aprovar um projeto de lei que criava novos cargos e aumentava salários, a oposição se manteve firme, apresentou subemendas para reduzir o inchaço da máquina pública e acabou obrigando o governo a recuar.
Durante a sessão, o líder do governo, vereador Fabrício Perez de Melo, pediu a retirada do projeto de pauta, após perceber que a proposta não teria votos suficientes para ser aprovada.
Foi uma vitória clara da oposição e, principalmente, do povo de Pato Branco, que não aceita mais ver recursos sendo usados para ampliar cargos políticos enquanto o município enfrenta dívidas astronômicas na saúde e reclamações constantes na educação.
Em entrevista à Rádio Itapuã, o vereador Eduardo Malacosta, da base do prefeito, tentou justificar o recuo.
Segundo ele, o projeto, que chegou à Câmara em abril, tratava da criação da nova Secretaria de Transportes e incluía outros cargos — como um responsável pela pedreira municipal, um cargo de manutenção de espaços esportivos e outro na área social da Casa de Passagem.
Malacosta reconheceu que o projeto recebeu subemendas da oposição, que retiravam todos os acréscimos e mantinham apenas o essencial, e admitiu que, sem apoio nem consenso, o texto acabou sendo “retirado para diálogo”.
A verdade é que o projeto não foi retirado por diálogo, mas sim por falta de votos e por pressão popular.
As subemendas da oposição barraram os exageros e deixaram o projeto “capenga”, como o próprio vereador de situação reconheceu em plenário.
E, diante da iminente derrota, o governo optou por recuar — um recado claro de que a maioria na Câmara agora pertence à oposição.
Essa nova configuração política mostra que os tempos de aprovação automática acabaram.
Projetos que não tragam benefício real à população, que sirvam apenas para aumentar gastos e cargos, não passarão mais.
A oposição deixou sua marca: coerente, técnica e comprometida com o que realmente importa — o interesse do povo de Pato Branco.
E se o governo quiser aprovar qualquer projeto daqui pra frente, vai precisar apresentar propostas sérias, transparentes e justificadas.
Por Redação – Verdades Pato Branco
