Uma soma parcial dos boletins de urna já disponíveis no exterior coloca Flávio Bolsonaro (PL) na liderança entre os votos contabilizados até o início da tarde deste domingo (4). Às 13h16, o candidato somava 35.690 votos, equivalentes a 49,42% dos votos válidos considerados no levantamento, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecia com 28.380 votos, ou 39,30%.
O levantamento foi realizado pelo Jornal Razão a partir de 268 boletins de urna de 44 países e territórios disponibilizados no Portal de Resultados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A diferença entre os dois primeiros colocados era de 7.310 votos. Os dados representam uma fotografia parcial da votação no exterior e ainda não correspondem à totalização oficial da Justiça Eleitoral.
Esta não é a totalização oficial do resultado presidencial no exterior. Trata-se de uma soma jornalística de boletins de urna que já estavam disponíveis. Novos boletins continuam sendo incorporados e podem alterar rapidamente votos e percentuais.
Mais de 72 mil votos válidos já estavam na conta
Os 268 boletins reunidos registravam 72.214 votos válidos. Outros candidatos apareciam atrás de Flávio e Lula: Augusto Cury tinha 2.698 votos, equivalentes a 3,74%; Renan Santos somava 2.181, ou 3,02%; Ronaldo Caiado aparecia com 1.161, ou 1,61%; e Romeu Zema contabilizava 865 votos, equivalentes a 1,20%.
| Flávio Bolsonaro | 35.690 votos — 49,42% |
| Lula | 28.380 votos — 39,30% |
| Augusto Cury | 2.698 votos — 3,74% |
| Renan Santos | 2.181 votos — 3,02% |
| Ronaldo Caiado | 1.161 votos — 1,61% |
| Romeu Zema | 865 votos — 1,20% |
Vantagem cai conforme novos boletins entram na contagem
A evolução dos levantamentos ao longo do dia mostra uma redução importante na distância entre Flávio e Lula. Às 9h45, quando a soma estava concentrada principalmente em boletins da Ásia e da Oceania, Flávio aparecia com 62,6% dos votos válidos considerados, contra 24,5% de Lula — diferença de 38,1 pontos percentuais.
Às 12h55, com a incorporação de boletins de outras regiões, a parcial passou para 54,9% a 33,1%. Pouco depois, às 13h16, a distância caiu novamente: 49,42% para Flávio e 39,30% para Lula, uma diferença de aproximadamente 10,1 pontos percentuais.
Segundo o levantamento, a redução ocorreu especialmente com a entrada de mais boletins provenientes da Europa, onde Lula aparecia à frente em diversas das seções já contabilizadas.
Lula liderava em mais países concluídos, mas Flávio mantinha vantagem no total de votos
Outro dado ajuda a explicar a composição da parcial. Entre 39 países e territórios que, naquele momento, apareciam com todas as urnas consideradas no levantamento, Lula havia sido o mais votado em 27, enquanto Flávio liderava em 12.
Mesmo vencendo em menos localidades, Flávio permanecia à frente no número absoluto de votos contabilizados. A concentração de votos em alguns colégios, principalmente o Japão, teve peso relevante sobre o acumulado das primeiras horas.
Novas urnas europeias reduzem a diferença
Na Alemanha, por exemplo, a parcial utilizada pelo levantamento reunia 14 das 62 urnas e apontava 3.179 votos para Lula, contra 825 para Flávio. Na Suíça, com 19 das 34 urnas consideradas, Lula tinha 2.896 votos e Flávio, 2.299.
Também havia vantagem de Lula em países europeus cujos boletins já apareciam completos na soma, como Dinamarca, Suécia, Tchéquia e Polônia. Na Grécia, Flávio aparecia à frente.
Parcial representa pouco mais de 20% das seções eletrônicas do exterior
Os 268 boletins reunidos correspondiam a aproximadamente 20,46% das 1.310 seções eletrônicas instaladas no exterior. Isso significa que a maior parte das urnas ainda não fazia parte daquela soma.
Entre os grandes colégios eleitorais que ainda não estavam contemplados integralmente na fotografia das 13h16 estavam Estados Unidos, Portugal, Canadá, Itália, Reino Unido e Espanha. A entrada desses boletins pode alterar de maneira significativa a distribuição dos votos.
TSE começa a divulgar totalização a partir das 17h
Existe uma diferença entre a apuração realizada individualmente pelas urnas e a totalização oficial. Ao término da votação, cada urna contabiliza os votos daquela seção e gera o respectivo Boletim de Urna. Depois, essas informações são recebidas e reunidas pela Justiça Eleitoral para formar o resultado da eleição.
Segundo o TSE, a divulgação oficial da totalização para presidente da República, incluindo os votos do exterior, começa a partir das 17h deste domingo, no horário de Brasília. Até lá, levantamentos como o apresentado nesta matéria permitem acompanhar os boletins já disponibilizados, mas não devem ser tratados como resultado definitivo.
Dados da parcial das 13h16 deste domingo (4). Os números podem mudar rapidamente com a divulgação de novos boletins de urna.
Por Gustavo - Portal Verdades / Fonte: Jornal Razão, com dados do Portal de Resultados do TSE, e Tribunal Superior Eleitoral
