Anunciada oficialmente em 19 de abril de 2024, a construção de uma nova arquibancada no estádio Os Pioneiros, em Pato Branco, segue sem qualquer avanço prático. Passados quase dois anos, a obra não teve início e o atraso já começa a gerar consequências concretas para o esporte local.
Diante da falta de estrutura mínima exigida, o Azuriz Futebol Clube avalia mandar seus jogos da Copa do Brasil fora de Pato Branco, cenário que representa prejuízo esportivo, econômico e institucional para o município.
O ponto central é que o recurso está garantido há quase dois anos.

Em abril de 2024, o deputado estadual Luiz Fernando Guerra viabilizou e destinou R$ 3.158.277,18 por meio de emenda parlamentar, valor formalizado em convênio assinado entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Pato Branco. A verba foi destinada à primeira etapa da obra.
O projeto apresentado previa uma arquibancada com 86 metros de comprimento, 18 metros de largura e capacidade para até 3 mil torcedores, atendendo uma demanda histórica do futebol local e do próprio Azuriz.
Durante o anúncio, realizado em abril de 2024, o então prefeito Robson Cantu afirmou publicamente que o município entraria imediatamente em fase de licitação e que as obras teriam início em um prazo estimado entre 60 e 90 dias.
É preciso contextualizar que 2024 foi ano eleitoral, período que naturalmente impõe restrições administrativas e torna mais complexa a adoção de novos atos pelo Poder Executivo. Ainda assim, o recurso permaneceu garantido.
Com a virada do calendário, 2025 começou com a verba assegurada e sem qualquer impedimento legal para a execução da obra. A partir desse momento, o prefeito Géri Dutra passou a estar plenamente apto a dar andamento ao projeto. No entanto, um ano depois, não houve avanço concreto. A arquibancada permanece apenas no papel.
Com o calendário da Copa do Brasil se aproximando, é consenso que não há tempo hábil para a construção da arquibancada definitiva. No entanto, existem soluções emergenciais viáveis, como a instalação de arquibancadas móveis, prática comum em competições nacionais para atender exigências temporárias de público e segurança.
O cenário deixa claro que o entrave não está na falta de recursos nem na ausência de apoio parlamentar. O deputado cumpriu sua parte ao garantir a verba ainda em 2024. O que falta, quase dois anos depois, é ação efetiva do Município.
Caso o Azuriz confirme a transferência de seus jogos para outra cidade, Pato Branco sofrerá impactos diretos: afastamento da torcida, prejuízo ao comércio local, perda de visibilidade estadual e nacional, além de mais um desgaste institucional.
O clube está classificado.
O recurso está garantido desde 2024.
A solução emergencial existe.
Resta saber se a Prefeitura vai agir a tempo para evitar que Pato Branco assista de fora aos jogos da Copa do Brasil.
Por Gustavo, Portal Verdades.
