Novo Horizonte chega a 12,5% de infestação do Aedes em Beltrão; média da cidade é de 0,9%

Levantamento de outubro aponta baixo índice geral de infestação em Francisco Beltrão, mas identifica percentuais elevados em bairros como Novo Horizonte, Pinheirinho e Jardim Seminário.

Mosquito Aedes aegypti em fotografia de arquivo do CDC, imagem ilustrativa sobre levantamento de infestação em Francisco Beltrão

O bairro Novo Horizonte registrou índice de infestação do mosquito Aedes aegypti de 12,5% no levantamento realizado em outubro em Francisco Beltrão. O percentual contrasta com o Índice de Infestação Predial (IIP) de 0,9% apurado para o município como um todo, conforme resultado divulgado pela Prefeitura em 29 de outubro. A diferença indica que, mesmo com uma média municipal considerada baixa, determinadas localidades exigem atenção redobrada no combate aos criadouros.

O levantamento é o LIRAa, sigla para Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti. O índice representa a proporção de imóveis inspecionados nos quais foram identificadas larvas do mosquito, e não o percentual de moradores infectados por dengue. Por isso, o resultado de 12,5% no Novo Horizonte não deve ser confundido com uma taxa de casos da doença.

BAIRROS EM ATENÇÃO

Novo Horizonte tem maior índice; Pinheirinho aparece em segundo

Segundo os dados da Secretaria Municipal de Saúde, o bairro Pinheirinho registrou 4,2%, seguido por Jardim Seminário (3,9%), Nova Petrópolis (3,8%) e comunidade São Marcos (3,7%). Outros percentuais informados foram Pinheirão (2,1%), Antônio de Paiva Cantelmo (2,0%), Cristo Rei (2,0%), Padre Ulrico (1,4%) e Sadia (0,7%). O levantamento também identificou localidades com índice zero.

Os números revelam diferenças territoriais importantes e ajudam a orientar as equipes de vigilância. A Prefeitura informou que os dados serão utilizados para direcionar as ações de prevenção e combate ao mosquito transmissor da dengue, da zika e da chikungunya. Os resultados divulgados não permitem, isoladamente, concluir quantos casos dessas doenças ocorreram em cada bairro.

VIGILÂNCIA NO INTERIOR

Vistorias também serão realizadas em comunidades rurais

Desde outubro, a Secretaria Municipal de Saúde ampliou o trabalho de vigilância para localidades do interior, com a designação de um agente de endemias para ciclos de vistorias previstos a cada dois meses. Entre as comunidades citadas estão Jacutinga, Km 20, Vila Gralha Azul, Km 8, Nova Concórdia, Vila Água Viva, Seção Progresso e Seção Jacaré.

A Prefeitura aponta que recipientes com água parada continuam entre os principais pontos de proliferação do mosquito. Lixo reciclável descartado de forma inadequada, vasos de plantas, pneus, garrafas e calhas merecem inspeção frequente, sobretudo durante períodos de chuva. A orientação é manter os quintais limpos, eliminar locais de acúmulo de água e permitir a entrada dos agentes de endemias devidamente identificados para as vistorias.

COMO INTERPRETAR O RESULTADO

Índice municipal baixo não elimina a necessidade de prevenção

O índice geral de 0,9% foi classificado pela administração municipal como de baixo risco de infestação. A própria divulgação, porém, ressalta que esse resultado não significa ausência do vetor. Os percentuais maiores em determinados bairros reforçam a necessidade de ações específicas, acompanhamento dos indicadores e participação dos moradores.

O levantamento completo e as orientações divulgadas pela administração municipal estão na comunicação oficial da Prefeitura de Francisco Beltrão, de 29 de outubro de 2026.

Imagem ilustrativa do mosquito Aedes aegypti, não registrada em Francisco Beltrão. Foto: James Gathany / CDC — domínio público; Wikimedia Commons.